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Esta página foi preparada com o intuito de esclarecer, através de uma linguagem mais simples, os principais aspectos relacionados à Biópsias de Próstata, Tireóide, e Mama, descrevendo procedimentos específicos, patologias e informações gerais relevantes.
Todo o conteúdo foi preparado pela Dra. Suzana Aquino Cavallieri, médica radiologista da Rede Labs D'or e do Instituto Nacional de Câncer.

informações sobre procedimentos pergunte a Dra. Suzana Aquino Cavallieri clique aqui

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A biópsia de próstata é um procedimento simples e seguro. Realizada normalmente ambulatorialmente, não sendo necessário internação. Quando guiada pelo ultra-som uma pequena sonda (transdutor do aparelho) permite a visualização da glândula prostática.

 

Dessa forma pode-se avaliar seu volume, calculando seu peso aproximado. Durante o exame prévio procura-se identificar possíveis áreas suspeitas. Alguns equipamentos de ultra-som através de recursos tipo Color Doppler ou Power Doppler, permitem identificar áreas focais de maior vascularização.

 
 

A biópsia consiste na retirada de pequenos fragmentos da próstata através de uma agulha especial disparada por uma pistola automática acoplada ao transdutor. A agulha atinge a próstata através do reto em disparos muito rápidos e precisos, minimizando a sensação dolorosa. O exame é praticamente sem dor e muitos pacientes só percebem a sua realização devido ao pequeno ruído seco do disparo da pistola.

As punções são realizadas nas áreas suspeitas ou preferencialmente na zona periférica em vários locais procurando fazer uma pesquisa aleatória bem abrangente.

Através da visualização da imagem das áreas suspeitas, as punções são realizadas exatamente nesses pontos permitindo uma coleta de fragmentos com maior precisão aumentando a probabilidade de diagnóstico.

A biópsia de próstata guiada pelo ultra-som foi padronizada em meados do ano de 1989, e a partir desse ano foi se popularizando e rapidamente se estabeleceu como o mais importante método de diagnóstico de câncer de próstata. Como a possível alteração que compromete a próstata é muito pequena, visível somente ao microscópio, é importante que um maior número de fragmentos seja retirado para aumentar a possibilidade do diagnóstico.

Em publicação recente a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em conjunto com a Sociedade Brasileira de Radiologia (SBR) distribuiu um manual de padronização para a biópsia prostática. Padronizando-as em:

  • Sextante. Em média são realizadas três amostras de cada lado da próstata (apical, basal e medial).


  • Biopsia sextante estendida, ou de saturação que consiste na retirada de doze fragmentos ou mais. São retirados dois fragmentos basais, dois mediais e dois apicais, de cada lado da próstata, ou seja, do lado direito e do lado esquerdo; e nos casos de se encontrarem áreas suspeitas, mais dois fragmentos adicionais desta área. A biópsia sextante estendida está hoje em dia cada vez mais indicada, porque quanto maior o numero de fragmentos maior a possibilidade de se atingir as possíveis áreas de alterações. Apesar de um pouco assustadora, a biópsia não causa grande desconforto e quando guiada pelo ultra-som pode ser realizada de duas formas: com anestesia local ou com sedação anestésica.
  • Na sedação anestésica o paciente é assistido por um anestesista e são administrados por via endovenosa analgésicos e ansiolíticos permitindo a realização do exame com o paciente sedado.

No exame com somente anestesia local, administra-se após o exame ultra-sonográfico inicial uma pequena quantidade de anestésico local Cloridrato de Lidocaína (Xylocaína) sem vasoconstritor através de uma agulha bem fininha e comprida, diretamente na glândula. Nesse momento o paciente sente um certo desconforto e uma ardência leve. Depois com a próstata já anestesiada realiza-se a biópsia. Após o procedimento, o material retirado é acondicionado em pequenos frascos devidamente identificados com o nome do paciente e a topografia da próstata de onde foram coletados. Esses fragmentos são encaminhados ao laboratório de anatomia patológica onde serão examinados pelo médico patologista. Na figura abaixo observamos alguns tipos de pistolas e agulhas utilizadas nas biópsias.

 
 
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