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Esta página foi preparada com o intuito de esclarecer, através de uma linguagem mais simples, os principais aspectos relacionados à Biópsias de Próstata, Tireóide, e Mama, descrevendo procedimentos específicos, patologias e informações gerais relevantes.
Todo o conteúdo foi preparado pela Dra. Suzana Aquino Cavallieri, médica radiologista da Rede Labs D'or e do Instituto Nacional de Câncer.

informações sobre procedimentos pergunte a Dra. Suzana Aquino Cavallieri clique aqui
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A punção da tireóide é realizada através da aspiração de pequena quantidade de tecido por uma agulha bem fina. Na prática utiliza-se o termo PAAF (Punção aspirativa com agulha fina). Quando um nódulo não é clinicamente bem identificado, a punção deve ser feita com a orientação ultra-sonográfica, desse modo a área suspeita é bem identificada permitindo a retirada do material com muita precisão. A PAAF é um procedimento muito simples e seguro, realizado ambulatorialmente.

A ultra-sonografia da tireóide deve ser sempre realizada antes da punção. É um exame de fácil realização e indolor e serve para avaliar previamente a tireóide. Através da ultra-sonografia pode-se calcular o volume da glândula, avaliar o contorno, a textura do parênquima e principalmente identificar a presença de lesões nodulares. Nas figuras 2 a 5 são mostrados alguns dos aspectos mais freqüentes observados pela ultra-sonografia. Hoje em dia através de recursos de software e outros como Color Doppler e Power Doppler, os aparelhos de ultra-sonografia identificam os vasos sanguíneos. Esses recursos adicionais são úteis para se avaliar quais nódulos são mais suspeitos, principalmente nos casos de tireóides multinodulares. Estatisticamente os nódulos mais vascularizados são potencialmente mais suspeitos devendo ser necessariamente incluídos nas punções.
 
 
 

Uma vez que o nódulo suspeito é identificado, estabelece-se o melhor ângulo para proceder a biópsia. Para isso é utilizado um guia eletrônico do equipamento e dessa forma elege-se a menor distância entre a pele e o nódulo, evitando-se puncionar os vasos sanguíneos adjacentes.

Para diminuir o desconforto causado na hora da punção pode ser feito um pequeno botão anestésico na pele com xylocaína, aplicada através de uma agulha muito fina e pequena, do mesmo tipo utilizado para injeções de insulina.

Praticamente não existem relatos na literatura de complicações após as punções. Em alguns casos pode ocorrer pequeno hematoma no local da punção e nesses casos, recomenda-se compressas com gelo.

Não existe nenhuma restrição para a realização da punção, e como a agulha utilizada é muito fina não é necessária nem mesmo a suspensão de antigoagulantes. Porém alguns serviços recomendam a sua suspensão, sempre que possível para minimizar formação de hematoma.

Após a punção o material aspirado é colocado em lâminas de vidro que serão acondicionados em recipientes adequados e encaminhado para estudo citopatológico.
 
 
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